segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Olá, pessoal. Começo este texto com algo engraçado, pelo menos para mim. No final da aula de hoje – Literatura para a Infância e Ju...

 Ilustradora: Joanna Concejo
Olá, pessoal.

Começo este texto com algo engraçado, pelo menos para mim. No final da aula de hoje – Literatura para a Infância e Juventude, a professora nos disse: “Para a próxima aula leiam o texto do professor doutor Vítor Manuel de Aguiar e Silva sobre o conceito de literatura infantil e usem o guião de leitura, será necessário ler mais de uma vez, pois o texto não é muito fácil”. E também disse: “Não é grande, apenas algumas páginas, pois está em PDF”. Achei aquela observação peculiar – “Não é grande”, geralmente os textos são grandes mesmo. Chegando a casa, abri o arquivo e estava escrito: Nótula sobre o conceito de Literatura Infantil, logo pensei: Mas gente, o que é uma nótula? Fui ao dicio.com e encontrei a resposta: Pequena nota, comentário curto. Ri sozinho! Agora entendi a observação, dá uma assustada quando você pensa que um comentário curto pode render sete páginas. Não é à toa que o autor é muito reconhecido. Tenta lá, pesquisa sobre ele, você não vai se arrepender.

Bom pessoal, mais uma semana de aula se foi e o dilema do que escrever no blog é retomado, portanto eu tive uma ideia. Vou escrever sobre uma disciplina específica, do que está acontecendo, compartilhar leituras e ao decorrer do mês espero que vocês comentem se está bom assim ou querem saber de algo sobre outra perspectiva.

 Ilustradora: Joanna Concejo
Escolhi para essa postagem a disciplina, que inicia este texto, Literatura para a Infância e Juventude. Essa é uma das cadeiras que eu mais gosto. Estranho falar cadeiras, né? Mas é assim, eu não acho mais estranho, até troco algumas palavras. (Tenho que fazer uma postagem sobre o léxico, acredito que será muito divertido!). As aulas acontecem nas tardes de segunda e nas manhãs de quinta-feira. A professora sempre traz livros para as aulas e nos conta histórias. Eu sempre tenho a sensação que não vou conseguir assimilar todos os conceitos teóricos, mas quando ela fala parece tudo muito simples, mas aí eu vou tentar fazer as recensões e não sai como eu imaginava.

Estamos estudando sobre a promoção da leitura, a legitimação e a canonização literária da Literatura Infantil e Juvenil. Durante o semestre iremos trabalhar com aqueles tópicos que eu escrevi na postagem anterior e seremos avaliados sobre três componentes, a saber, a recensão crítica de um livro recentemente publicado, um trabalho em grupo e a avaliação final. Fora-nos pedido também a leitura de um livro juvenil chamado Mary John da escritora Ana Pessoa. Eu o terminei ontem e achei interessante, o texto é um romance epistolar sobre a perspectiva da vida de uma adolescente, seu conhecimento de mundo, suas experiências e relações sociais.

Eu terminei de ler também cinco livros muito engraçados. (Ah, engraçado aqui é sinônimo de interessante). O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá e O Meu Pé de Laranja Lima foi para um exercício de recensão crítica, assim que reescrevê-los eu posto aqui. As Contadeiras de Histórias e Ké Iz Tuk? para a recensão para valer, escolhi o segundo e pretendo escrever na próxima semana e entregar em seguida. El niño con el pijama de rayas eu li só por interesse mesmo, já tinha lido a versão em português, mas encontrei-o na versão em espanhol em um “sebo” bem baratinho e comprei.

Ilustração: Joanna Concejo.
Essa cadeira tem me deixado mais curioso, pois eu não imaginava o mundo complexo que ela se estrutura. Só para vocês terem uma noção desde a tradição oral e anônima até a banda desenhada temos 12 tópicos de classificação, e isso é apenas um esquema. Aprendi que a Literatura Infantil e Juvenil pode ser entendida como um triângulo equilátero, e cada vértice tem um nome. As vertentes são: estética, lúdica e pedagógica. Para um texto se tornar literário esse triângulo deve ser equilibrado, ou seja, tudo tem que estar em harmonia, de acordo com as características da LIJ. Hoje consegui entender a diferença entre um conto ilustrado e um álbum, e isso é muito importante. Saber reconhecer coisas que aprendemos na faculdade na vida real é muito motivador. Espero que isso tenha acontecido com vocês também.

O clima em Aveiro continua frio e chuvoso, a primavera ainda não deu a sua cara, mas está chegando. Espero que tenham gostado do texto, nos vemos no próximo. Até lá!

PS.: As imagens que estão nesta postagem são da Ilustradora Polaca, que vive em Paris, Joanna Concejo. Saiba mais sobre o trabalho dessa artista clicando aqui.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Departamento de Línguas e Culturas da Universidade de Aveiro Olá, pessoal. Escrevo em uma noite de inverno, não tão fria como outro...

Departamento de Línguas e Culturas da Universidade de Aveiro
Olá, pessoal.

Escrevo em uma noite de inverno, não tão fria como outrora. A primavera está se aproximando, não vejo a hora de chegar março. Há uma semana as aulas retornaram na Universidade de Aveiro e hoje eu vou contar um pouco como foi.

Já tenho um prédio para estudar. Não sei se vocês se lembram, mas no semestre passado tivemos aulas em lugares improvisados, pois o prédio do Departamento de Línguas e Culturas estava em reforma. Ficou pronto! Eu também tenho aulas no Departamento de Educação que fica ao lado da Reitoria, mas a sensação de prédio novinho é muito motivadora.

Cultura Portuguesa I, Espanhol IV, Linguística Portuguesa III, Literatura para a Infância e Juventude, Organização e Gestão Escolar e Temas de Literatura Portuguesa são as minhas disciplinas desse semestre. Mais os Estudos Orientados, as AACCs e a Iniciação Científica.

Em Cultura Portuguesa I estudaremos a Identidade Portuguesa. Serão abordados os seguintes temas: identidade nacional, nacionalismo, ideia mítica, discurso identitário. Também iremos aprender como funciona essa ideia, o que é esse amor à pátria, sua concretização, classificação de identidade coletiva e como os autores pensam sobre esse tema.

No Espanhol IV será o mesmo esquema que o semestre passado. Terei aulas com a mesma professora, portanto iremos continuar vendo as conjugações verbais, acentuação e exercícios diários. Dois componentes da prova oral: um livro para ler e um documentário para assistir. Duas provas escritas, as composições e a participação em sala de aula completam o método avaliativo.

Estudaremos em Linguística Portuguesa III a Semântica e a Pragmática. Também teremos duas avaliações: 03 de abril e 05 de junho, e uma folha de trabalho por semana para fazer em aula.

Literatura para a Infância e Juventude está dividido em 5 pontos: Literatura para a Infância e Juventude: contextualização; Origens e evolução da LIJ com vista à sua legitimação; Alguns gêneros literários e modalidades editoriais mais relevantes; LIJ e contemporaneidade: novas tendências e novos autores e O relevo da imagem. Esses tópicos compõe a disciplina que contará com três elementos avaliativos: a recensão crítica de um livro recentemente publicado, um trabalho em grupo e a avaliação final.

Organização e Gestão Escolar é uma aula de três horas seguidas que conversaremos sobre a escola de outra perspectiva. Como empresa iremos conhecer os dois lados: pedagógico e administrativo, as funcionalidades, a burocracia entre outras coisas.

Temas de Literatura Portuguesa iremos falar sobre Adão e Eva. Serão aulas baseados em contos que apresentam à figura do homem e da mulher, a história, a mistificação, o poder social envolvidos nessa alegoria.

Os meus Estudos Orientados terá a orientação da professora de Literatura para a Infância e Juventude e seu título é: ESCRITORES BRASILEIROS NO PROGRAMA DO ENSINO BÁSICO EM PORTUGAL: À DESCOBERTA DA LITERATURA DO OUTRO LADO DO ATLÂNTICO.

Sobre a Iniciação Científica terei que analisar o teste de atitudes e aplicá-lo. Paralelo a isso escrever um artigo contando sobre o teste e seus desdobramentos. Para isso acontecer tenho que analisar cada uma das perguntas e o que elas refletirão compondo um artigo sob a orientação da professora Juliana.

Como vocês imaginam tem muito trabalho até o final do semestre. Até lá vou escrevendo aqui como estão ocorrendo às aulas e os desafios cotidianos, por hora posso dizer que estou com aquele "medinho" comum que assola a cabeça estudantil: Será que vou dar conta? Espero que sim!


Bom pessoal, por hoje é só. Até a próxima semana.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Olá, pessoal. Escrevo em uma tarde chuvosa, de céu cinza e clima frio. O inverno por aqui é mais rigoroso do que estava habituado e ...

Olá, pessoal.

Escrevo em uma tarde chuvosa, de céu cinza e clima frio. O inverno por aqui é mais rigoroso do que estava habituado e dá uma preguiça de sair para ir ao supermercado, pois sempre tem que se agasalhar e só de pensar que tenho que colocar meias, tênis e casaco repenso a necessidade de abandonar a casa quentinha.

Fui à Barcelona no dia 24 de janeiro e fiquei até o dia 30, com objetivo de participar da 1ª. Jornada de Formação para Professores de Idiomas no Congresso: Aprender del passado y enseñar hacia el futuro. Aconteceu no dia 27 e 28 de janeiro na Universidade de Barcelona.

Barcelona é uma cidade da Espanha que fica na comunidade autônoma da Catalunha. Lá se fala Catalão e Espanhol. As duas línguas são muito presentes em todos os lugares, nas placas de trânsito e nas campanhas publicitárias. O primeiro dia do congresso teve a abertura em espanhol, mas a primeira conferência foi em catalão. Confesso que entendi muito pouco, para mim, o catalão é uma mistura de português, francês, espanhol e italiano. É claro que essa percepção de língua é muito restrita, mas foi a minha primeira impressão. Essa conferencia tratou sobre as mudanças do ensino de língua estrangeira ao longo dos anos e propôs uma reflexão a respeito do ensino em sala de aula. Para vocês terem uma noção, segue abaixo o resumo da apresentação da aula contido no programa:

17:00 – Eulàlia Vilaginés – Més llengës, més estratègies, més competência?
Les nostres aules de llengües estrangeres han canviat molt a llarg dels anys incorporant noves tècniques i metodologies, recuperant-ne de velles i expulsant-ne d' obsoletes. Després de lluitar molt per aconseguir que a les aules de llegua estrangera es parli en la llegua estrangera, els darrers anys han aparegut amb força enfocaments didàctics que incorporen d'altres llegües a l'aula. Fins a quin punt la didàctica de les llegües es pot nodrir de les propostes dels enfocaments de la intercomprensió? En quina mesura ens és fàcil incorporar la demanda de promoure el plurilingüisme que es fa al Marc Europeu Comú de Referència? Quines llegües i de quines llegües hem de parlar a les nostres aules? Què estan disposades a promocionar les institucions?

Depois dessa conferência as pessoas poderiam escolher as outras seguintes, que aconteciam simultaneamente: Teatro y cine em acción, em espanhol; Inside their heads: learner beliefs and atitudes, em inglês; Raccontare e raccontarsi. La biografia linguística tra la riflessione e l’apprendimento, em italiano. Escolhi a oficina: Teatro y cine em acción apresentado pelas professoras: Francesca Angrisano e Miriam Sajeta. Nessa oficina aprendemos a criar exercícios inspirados em cenas de filmes com ajuda de técnicas teatrais. Para que entendam melhor deixo aqui também o resumo da oficina que foi muito interessante e divertido participar:


18:15 – Francesca Angrisano y Miriam Sajeta – Teatro y cine en acción.
Un taller para aprender a crear tareas inspiradas en escenas de películas, mediante técnicas teatrales.
En la actualidad la mayoría de los docentes de E/LE valora el potencial de los materiales audiovisuales y los suele utilizar en sus aulas. Sin embargo, pocos eligen el cien como input.
¿Por qué el cine? Por qué permite una inmersión inmediata en la cultura de un país y en la idiosincrasia de la interacción entre las personas. Muestra el lenguaje corporal, la prosémica y sobretodo está caracterizado por una narración que despierta la curiosidad de los espectadores/alumnos, y por lo tanto genera una alta motivación en la adquisición de la legua.
En el taller trabajaremos con breves escenas de películas españolas y latinoamericanas, desarrollando tareas útiles para clases de diferentes niveles, desde principiantes hasta avanzados.
¿Qué actividades podemos crear antes, durante o tras el visionado de una escena? Entre varias posibilidades, proponemos algunas que nacen principalmente de técnicas teatrales. Mediante el juego dramático, aprendemos a mover emociones, vivencias personales y capacidades expresivas fundamentales para reforzar la competencia comunicativa i intercultural, mejorar la interacción oral, potenciar la interiorización del vocabulario y la gramática, y además estimular la pronunciación y la gestualidad.

A oficina foi muito interessante e divertida. Todos os participantes falavam em espanhol e a cada exercício aprendemos como utilizar as técnicas na sala de aula de modo dinâmico e prático. Por meio dessa oficina podemos entender que os recursos utilizados buscam a ampliação e desenvolvimento do aprendizado tornando-o significativo para a compreensão do aluno estreitando laços entre colegas e promovendo o autoconhecimento. Por fim, tivemos às 19:30 a exposição de materiais didáticos pelas editoras.

O congresso aconteceu no Edifício Histórico da Universidade de Barcelona, localizado ao lado da praça da universidade, que dá acesso à linha de metro.  Um prédio muito bonito, com uma arquitetura de estilo românico concluído em 1889. Fiquei hospedado em um hostel próximo a Universidade e compartilhei um quarto com mais três pessoas. Duas meninas polacas e um argentino. Foi uma experiência agradável em que discutimos sobre vários assuntos como: músicas, estereótipos sociais e compartilhamos nossas descobertas sobre a cidade. Silvia e Violeta estudam na Espanha, em outra cidade que eu já esqueci, elas estudam idiomas também. Lautaro é um argentino de Córdoba que trabalha e estuda arquitetura na cidade de Valencia. Compartilhamos o mesmo quarto e o mesmo idioma, e foi por essas conversas noturnas que a minha viagem foi ainda mais incrível e especial.

Barcelona, em minha limitada perspectiva de alguns dias, é cheia de lugares a se visitar e composta por uma atmosfera cultural riquíssima. Conheci diversas praças como a da Catalunha e da Espanha. Fui ao Arco do triunfo e passei pelos parques da Ciutadella e Güell. Encontrei na Sagrada Família uma igreja que não conseguia parar de admirar. Conheci alguns museus, dentre eles o museu de história da Catalunha, o museu marítimo e o museu nacional de arte da Catalunha. Passei na frente da Casa Batló, La Pedrera e do teatro nacional. Enfim foram diversos lugares que consegui registrar em algumas fotos que ficarão comigo para que eu não perca a memória dessa viagem incrível.


P.S.: Encontrei Botero em Barcelona. O Gato, uma escultura do artista colombiano, na Rambla del Raval e o Cavalo no terminal 2 do aeroporto El Prat. Barcelona é uma galeria em céu aberto que encontrei Miró no chão, em esculturas. O grafite de Heith Haring nos fundos do Museu de Arte Contemporanea de Barcelona (MACBA). Picasso na parede, ao entrar no bairro Gótico e outras artes que fica difícil descrever em um despretensioso P.S..

Olá, pessoal. Escrevo para contar a vocês como foi o final do semestre. As aulas terminaram oficialmente no dia 21 de dezembro, tivem...

Olá, pessoal.

Escrevo para contar a vocês como foi o final do semestre. As aulas terminaram oficialmente no dia 21 de dezembro, tivemos as férias de natal e no período de 9 a 20 de janeiro tivemos os exames. Aqui podemos fazer as provas depois do final do semestre. Fiz a maioria das minhas provas no período letivo, apenas a prova de Literatura Portuguesa em janeiro. Agora que temos todas as notas divulgadas, digo que finalmente acabou o semestre e eu passei. Como estudante é natural ter essa sensação de alívio. Não achei necessário divulgar aqui as minhas notas, mas se alguém tiver curiosidade sobre, é só postar nos comentários que conversaremos. As notas na Universidade de Aveiro vão de 0 a 20.

As aulas recomeçarão no dia 13 de fevereiro. De acordo com o Moodle estou matriculado em: Cultura Portuguesa II, Espanhol IV, Temas de Literatura Portuguesa e Linguística Portuguesa III. Ainda não temos definidos os horários, portanto não são definitivas essas disciplinas, pois podem chocar horários, mas por enquanto é isso que tenho. Gostaria muito de fazer Literatura para infância e juventude que é uma matéria para o curso de licenciatura. Terminei a leitura do livro: Leitura e Mediação – Reflexões sobre a formação do professor organizado pelas professoras Juliana Bertucci e Marinalva Vieira e ele me trouxe muito que pensar, recomendo a leitura, uma das coisas boas do livro é poder saltar e escolher o título que mais lhe apetecer, afinal o livro é composto de textos independentes e norteados por um tema central. Entreguei o meu projeto de Iniciação Científica e agora preciso preparar o teste de atitude linguística para aplicar e depois de analisado escrever o artigo que será fruto do projeto.

Acredito que tenho mudando um pouco o foco das minhas leituras, devido as minhas aulas e as influencias e orientações. Estou mais inclinado a ler sobre literatura infantil e juvenil. Nessas férias eu li os três livros da Beatrix Potter, ganhei o terceiro de presente de natal da Júlia e fiquei muito feliz. Em Portugal foram editados 4 livros (Contos Completos) com toda a obra da escritora inglesa. Comprei o quarto livro e estou quase terminando. Descobri no goodreads uma ferramenta essencial para me organizar. É muito fácil usá-lo e o melhor, você pode usar o leitor de código de barra para encontrar o livro que você está lendo ou programar a leitura. Esse site nos fora indicado pela professora em uma aula e desde então me inscrevi, é por meio dele que vejo os livros lidos e os que pretendo ler, portanto fica fácil organizar as leituras.

Falando sobre isso, aproveito para contar um pouco sobre os meus estudos orientados desse semestre. Estou fazendo algumas leituras e vou escrever sobre: Os escritores brasileiros presentes no Programa e Metas Curriculares de Português do Ensino Básico em Portugal. Segue abaixo uma tabela que sintetiza as obras, autores e ano que serão trabalhados.

Autor
Obra
Gênero
Indicação
Ano
Cecília Meireles
Ou isto ou aquilo
Poema
6 poemas
2o.
Jorge Amado
O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá: uma história de amor
Fábula
1 texto de autor de País de Língua Oficial Portuguesa
8o.
Machado de Assis
História Comum
Conto
1 texto de autor de País de Língua Oficial Portuguesa
9o.
Machado de Assis
O Alienista
Novela
1 texto de autor de País de Língua Oficial Portuguesa
9o.
Clarice Lispector
Felicidade Clandestina
Conto
1 texto de autor de País de Língua Oficial Portuguesa
9o.
José Mauro de Vasconcelos
Meu Pé de Laranja Lima
Romance
1 texto de Literatura Juvenil
9o.
Carlos Drummond de Andrade
Receita de Ano Novo
Poema
9o.

Bom pessoal, por hoje é só. Nos vemos em breve!

Abraços.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Olá, pessoal. Essa postagem é para mostrar a vocês o meu "Estudos Orientados" desse semestre. Foram algumas semanas de leitur...

Olá, pessoal.

Essa postagem é para mostrar a vocês o meu "Estudos Orientados" desse semestre. Foram algumas semanas de leitura, escrita, revisões e por fim, terminou! Eu gostei muito de fazê-lo e foi mais um prazer que uma obrigação, aprendi muitas coisas legais, embora um pouco grande, espero que vocês gostem de lê-lo. 




Educação Literária: a leitura literária como elo estruturante no desenvolvimento das competências leitoras em jovens brasileiros

Angelo Ribeiro
Universidade de Aveiro
Orientadora: Ana Margarida Ramos.

Resumo: Pretende-se, neste estudo, refletir sobre a Educação Literária e os componentes estruturantes promovedores desse domínio essencial para a formação de leitores. A realidade escolar brasileira nos faz questionar se estamos atuando, de fato, nessa formação. Pesquisas realizadas nessa área demonstram que o ensino no Brasil ainda carece de ações promovedoras de competências linguístico-comunicativas a fim de avançar para uma competência literária. Este artigo usa a última pesquisa de 2016, realizada pelo Indicador de Alfabetismo Funcional – INAF –[i] por ser a mais recente e os seus contributos estarem em concernência com os objetivos proposto para o texto. A pesquisa[ii] revela dados importantes como: 27% da população investigada ainda é analfabeta funcional e 73% estão classificadas como alfabetizadas funcionalmente revelando uma manutenção de resultados obtidos em 2011 pelo INAF Brasil. Cabe aqui refletir sobre mecanismos de ações que possam promover a formação de leitores em busca de uma evolução apoiados na educação literária.

Palavras-chaves: Literatura; Leitura; Ensino; Escola; Educação literária; Analfabetismo.

      1.       Introdução.

Por que educação literária e não decodificação textual?

A Educação literária vai além da simples decodificação textual. A leitura na superficialidade do texto busca respostas interpretativas passíveis de um grifo enquanto a Educação Literária garante uma completa formação leitora, uma vez que “[...] a educação literária tem como objetivo central a formação de leitores capazes de interagir de forma eficaz e produtiva com o texto literário, ativando eficientemente as múltiplas possibilidades de leitura que o enformam. ”[iii]

De acordo com o estudo de 2016, INDICADOR DE ALFABETISMO FUNCIONAL – INAF:

27% das pessoas foram classificadas como analfabetas funcionais, sendo apenas 4% correspondente ao grupo de pessoas consideradas analfabetas, já que não conseguem realizar tarefas simples que envolvam leitura de palavras e frases.  Do mesmo modo, a quantidade de pessoas classificadas como alfabetizadas funcionalmente alcança 73% da população investigada, o que também revela a manutenção do resultado obtido em 2011 no Inaf Brasil.

Esses dados revelam a importância de uma educação literária a fim de proporcionar aos jovens brasileiros uma formação mais completa avançando da simples decodificação para o desenvolvimento leitor que a educação literária pode proporcionar. Em um texto intitulado A leitura literária, Rui Veloso se propõe a elucidar a prática da Leitura Literária como fio condutor que desenvolve a imaginação e o pensamento divergente.

                O autor reflete sobre as estratégias didáticas que, por meio da literatura, possam trazer às crianças a compreensão e o desenvolvimento de competências comunicativas e reflexivas, assim como também o amor à literatura. Veloso retoma o processo de aprendizagem da leitura na escola básica a fim de contextualizar o cenário que suportará a sua crítica a práticas “altamente discutíveis, assumidas por professores enfeudados aos manuais escolares...”. O autor também reflete sobre a ideia de leitura, “confundida com a mera oralização” em que se formavam indivíduos deficientes de literacia. A grande importância do incentivo da leitura não está apenas ligada a sua decodificação e interpretação, mas também à valorização do livro para que por meio dele se possa desenvolver a sensibilidade e a fruição literária. A função da leitura, não está apenas ligada à função utilitária, mas também por ser fator de socialização e de reconhecimento social.

                Seguindo esse mesmo raciocínio a ideia de ler é definida claramente por Teresa Colomer[iv]: “Ensinar a ler não é ensinar a decifrar, mas ensinar a compreender o que se lê.”[v] (tradução livre). Com base nessa afirmação cabe a reflexão: a escola reconhece essa prática? E se as reconhece qual o motivo de estarmos estagnados em um processo de alfabetização funcional? A sensação de que na escola essa prática é deturpada ou não reconhecida é pertinente. Não seria atual e corriqueira a interpretação de texto, sendo ele literário ou não, requerer dos alunos apenas a decodificação superficial? O problema está na formação de professores ou na capacidade de desenvolvimento do trabalho com os alunos?

                De acordo com Colomer (2001): a velocidade, a inferência, o autocontrole, a compreensão são competências desenvolvidas majoritariamente a partir do texto ficcional, principalmente porque é a única leitura em que os alunos estarão dispostos a conhecer a sua finalidade. Essa afirmação é muito pertinente, pois pensamos que uma história é sempre uma história e não um manual de regras a serem seguidas, a leitura de um conto, romance ou poesia nos atrai pelo seu conteúdo, pela nossa capacidade de fazer previsões de possíveis caminhos na condução do texto. Tal possibilidade nos ajuda a avançar no desenvolvimento da prática leitora, pois a educação literária busca formar leitores competentes objetivando não somente a decodificação do texto escrito, seu contexto histórico e sua forma, mas também a apropriação dele. Podemos permitir um diálogo entre o texto e seu leitor na busca da ampliação de entendimento e apropriação de significado, na valorização de opiniões e na fundamentação de sua própria teoria. “[....] la educación literaria es fundamental para la formación de lectores competentes, y la experiencia de leer es una especie de derecho que hay que proporcionar a todos.”. (COLOMER, 2001).

      2.       Reflexão

                Onde e como promover a educação literária? Quem são os responsáveis?

A promoção da educação literária ocorre na escola por meio dos processos de ensinoaprendizagem a partir do contato com o texto literário apoiado pela estrutura escolar e familiar.

“[...] a educação literária se desenvolve a partir do contacto, precoce e assíduo, com obras e autores de referência que, pela sua qualidade, estimulam a atenção, a reflexão, a sensibilidade e o gosto dos leitores. ” (RAMOS, 2013, p. 54)
 “[...] A escola é também o contexto para a sistematização / formalização do conhecimento sobre o funcionamento do universo literário, para a reflexão sobre a ficcionalidade e a literariedade propondo esquemas mentais que organizem a compreensão explícita deste complexo sistema.” (RAMOS, 2013, p. 55).

Com o objetivo de operacionalizar essa teoria podemos iniciar a leitura de um texto literário integral com os alunos, no que caracteriza a leitura mediada. Em seguida, solicitar a leitura do mesmo texto de forma individualizada, o que conferiria uma leitura autônoma. Após essas duas leituras conversar sobre o texto buscando a princípio uma decodificação superficial, esclarecendo dúvidas em relação ao léxico, expressões idiomáticas ou regionalismos, por exemplo. E, por fim, solicitar o exercício da escrita apoiados em uma reflexão pessoal sobre o texto, um modo de ativar a capacidade leitora. Essas instruções iniciais poderão suportar o contato do aluno com o texto, tendo ao menos duas leituras, a mediada e a autônoma e esclarecendo dúvidas. O próximo passo para uma compreensão mais expandida passa pela escrita que irá atrair a atenção para o que já foi lido e permitir uma reflexão condicionada às vivências individuais dos alunos.

Esse exercício tem por objetivo verificar se o aluno conseguiu atingir ao menos a decodificação do texto para analisar o que o impede de construir a análise de sentido e intertextualidade, além de verificar se lhe faltam competências de escrita ou oral para adquiri-la.
Com essa sistematização, busca-se conhecer os fatores de indisposição em relação ao texto e buscar a leitura mais adequada a esse cenário. Esses passos seriam uma sugestão na qual se baseia o mapeamento e o preparo da leitura, ou seja, conhecer o nível leitor da turma com o fim de selecionar as obras adequadas para uma melhor compreensão.

O processo de leitura literária consiste na apropriação pessoal do sentido do texto, assim como também a capacidade de mobilizar competências de índole intertextual e extratextual. A leitura reflexiva, crítica e questionadora tem que ser diagnosticada por meio de ações escritas e orais a fim de promover a educação literária. O professor tem que estar apto a identifica-las em busca dessa promoção. O aluno tem que conhecer suas dificuldades e a comunidade escolar, junto à família, deve trabalhar nessa mobilização.

Cabe ao professor indicar as inúmeras possibilidades que a literatura proporciona e refletir que é possível ler, desmistificando a ideia de algo monótono e enfadonho. Cabe também reconhecer em seus alunos as aptidões de leitura e, em parceria com eles, construir um caminho que promova a educação literária. Fazer com que os alunos percebam a capacidade de ultrapassar fronteiras físicas e temporais com o ato da leitura. É pertinente dizer que a formação do professor é muito relevante, o professor precisa ser um exemplo vivo, materializado de que a leitura e a literatura são fontes transformadoras. E só se consegue isso com uma bagagem de leitura e uma formação eficaz. São plausíveis as indagações sobre como é possível fazer isso dada à estrutura social e profissional dos professores atualmente, seus baixos salários e o pouco tempo que têm para preparar e dar aulas. Mas há de se começar por algum lado a caminhada, não se pode esperar uma mudança de alguém ou um sistema para depois intencionar a realização da mudança diária. Tentar buscar, por meio da educação literária, a apresentação de outras realidades, dando oportunidades de reflexão dos atuais estereótipos sociais descritos e cultuados. 

Conforme os pensamentos de Ramos e Colomer (2013) a prática da leitura pode promover a expansão de ideias e o conhecimento de novos hábitos antes nem imaginados pelo leitor, dar aos alunos essa possibilidade é plantar neles a semente do pensamento crítico possibilitando agir e raciocinar perante a sua situação social e a compreensão de mundo em que ele é capaz de olhar. É oferecer caminhos de fundamentação pensante antes não conhecidos, oferecer a possibilidade de abandonar a capa de mediocridade que aprisiona perante os assuntos comuns. É reconhecer no texto literário a possibilidade de vislumbrar outra realidade e não a mais vulgar que é a bipolarização, entre certo ou errado, claro ou escuro.

Por que a escola é importante na educação literária?

“A escola é a que melhor pode oferecer aos novos as possibilidades de contato com os livros e por isso é preciso dar-lhe dignidade à leitura realizada e recomendada nela” (RECHOU, 2013, p. 14).
“A escola tem um papel prioritário e uma responsabilidade determinante na educação literária (ainda que coadjuvada por outras instituições relevantes, como a família)...” (RAMOS, 2013, p. 54).

O que o texto literário pode proporcionar ao leitor?

O texto literário pode trazer diversas possibilidades ao leitor, dentre elas: despertar identificações emocionais, projeções psicológicas no diálogo leitor e escritor, promover indagações, discordar de discursos estereotipados, criar manifestações autênticas, consolar e crescer. “De facto, o ato de ler, longe de ser mecânico, é uma operação que implica a pessoa no seu todo: inteligência e vontade, fantasia e sentimentos, passado e presente.” (RAMOS, 2013), tal fato é capaz de preencher vazios criados pelo escritor solicitando-os a participar do ato criativo. Tem que se trabalhar o texto literário não apenas como forma educativa, encarada como um trabalho, mas também como forma de fruição. Visto os benefícios do texto literário não se pode limitar-se à função restritiva de caráter educativo, pois a sua possibilidade é imensa. Não se pode usar um texto de maneira hermética somente com o intuito de ler e escrever.

3.       Considerações finais

Este estudo orientado permitiu conhecer mais sobre a educação literária e a capacidade revolucionária e transformadora da educação literária sobre uma sociedade composta por cidadãos leitores. É certo que o Brasil ainda carece de um desenvolvimento baseado na educação literária em meio ao seu cotidiano escolar. É visto que os próprios alunos iniciantes do curso de Letras, uma realidade por mim vivida, não conhecem os programas de incentivo à leitura de seu município e não apresentam conhecimento de um cânone literário básico. Compete-nos reconhecer essa realidade e buscar um desenvolvimento coletivo aliado às práticas educativas, unindo a competência universitária e a comunidade escolar. Longe de apresentar um plano inovador e heroico este trabalho apresentou uma reflexão, restrita e limitada, não muito exaustiva acerca da educação literária tendo como base os textos, referenciados na bibliografia, sugeridos pela orientadora. Reservo a este trabalho a perspectiva de um jovem estudante que inicia sua formação docente.

Muitas perguntas estão e continuarão à minha mente, pois assim como a literatura a minha mente não apresenta fronteiras, o conhecimento é construído a partir de várias visões de mundo para que se forme uma teoria individual indicando uma melhor vivência humana. Aprendi que a educação literária permite que o leitor consiga atribuir sentido ao texto tendo por base suas experiências intrínsecas. Cabe ao mediador de leitura, pais, professores, amigos ser a ponte entre o livro e o leitor iniciante e abrir a porta a inúmeras possibilidades. É o mediador que convida, sugere, observa e propõe uma nova realidade a ser descoberta. Os obstáculos que o leitor enfrenta em âmbito social ou pessoal são processos naturais que o mediador de leitura deve reconhecer ao realizar o convite, essa integração pode contribuir de maneira efetiva para um bem-estar social.

Não sou um leitor assíduo e reconheço que preciso praticar mais o exercício da leitura. Imagino que há muitos na mesma situação.  A relação de estar sozinho frente a um texto desconhecido, às vezes, é desmotivadora, se comigo há mãos cuidadosas e olhares atentos a me direcionar e dizer que consigo, é mais fácil estabelecer uma apropriação leitora. É essa oportunidade que devemos oferecer aos nossos alunos, essa sensação de que o professor estará junto nesse processo.

A leitura é um exercício de esforço e comprometimento. Deve-se esclarecer ao estudante que a leitura pode ser prazerosa, desde que haja uma identificação com o texto. Como conseguir tal identificação? Oferecendo possibilidades de leitura. A cada nova leitura o aluno se sentirá mais capaz de buscar novos desafios, adquiria uma nova percepção e ampliará a sua capacidade de atribuição de sentido. Será possível conhecer as diferentes formas de comportamentos sociais, do passado e do presente, proporcionando uma inter-relação. Por ser a leitura uma capacidade que se desenvolve com a prática, temos que exercitá-la com o intuito de melhorar a cada texto.

Ou seja, cada texto se mostrará de forma diferente ao leitor, e de maneira progressiva, pois a leitura compete a olhos atentos que refletem a vivência experimental do indivíduo. Querer que adotemos uma ideia exata e uma conclusão homogênea é aprisionar a literatura no campo das teorias. A escola é o lugar onde podemos conseguir esse primeiro contato, conhecer os diversos gêneros e tipos textuais, é nosso dever apresentar possibilidades e não limitar a compreensão em estatutos convencionais.

Para ir ao encontro dessas necessidades deve-se seguir um plano didático e conhecer as amplitudes que esse plano pode oferecer aos alunos. É respeitável instruir e conduzir, é louvável aceitar e estimular à multiplicidade de pensamentos, deixando claro o que compete à teoria e possibilitando a liberdade na atribuição de sentido.

Cabe ao professor fazer o melhor convite, ser o mensageiro que traz as melhores histórias, aquelas adequadas aos diferentes leitores com que esteja promovendo laços na vida escolar. Para isso, os docentes também precisam ler mais, para fazer inferências, buscar na intertextualidade e na fala dos alunos às leituras conjuntas que serão lugares acessíveis de promoção de novas leituras.

Se a leitura condiciona o indivíduo a uma nova visão de mundo, constrói e desenvolve seu pensamento crítico será por meio dela que se formarão cidadãos mais atuantes e competentes. A leitura promove o crescimento pessoal dos alunos, seu envolvimento com a comunidade através de uma visão analítica. Assim podemos esperar alunos propagadores dessa transformação social, contribuindo para o seu desenvolvimento e gerando uma sociedade mais igualitária.



[i] O Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) é uma pesquisa idealizada em parceria entre o Instituto Paulo Montenegro e a ONG Ação Educativa e realizado com o apoio do IBOPE Inteligência com o objetivo de mensurar o nível de alfabetismo da população brasileira entre 15 e 64 anos, avaliando suas habilidades e práticas de leitura, de escrita e de matemática aplicadas ao cotidiano. Disponível em: < http://www.ipm.org.br/pt-br/programas/inaf/Paginas/default.aspx>

[ii] Este estudo especial é fruto de mais de três anos de trabalho das equipes de profissionais da Ação Educativa e do Instituto Paulo Montenegro de análise e reflexão sobre a metodologia e os resultados do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf). Disponível em: <http://www.ipm.org.br/pt-br/programas/inaf/relatoriosinafbrasil/Paginas/Inaf-2015---Alfabetismo-no-Mundo-do-Trabalho.aspx>.

[iii] Educação Literária: o lugar da literatura no primeiro ciclo do Ensino Básico. Ana Margarida Ramos. Pág. 53.

[iv] La lectura de ficción enseña a leer – Teresa Colomer

[v] “ ‘enseñar a leer’ no es enseñar a descifrar, sino enseñar a comprender lo que se lee.”


Referencias bibliográficas

BARBOSA, Juliana Bertucci; BARBOSA, Marinalva Vieira (Org.). Leitura e Mediação: Reflexões sobre a formação do professor. Campinas: Mercado de Letras, 2013. 312 p. Disponível em: <http://www.mercado-de-letras.com.br/resumos/pdf-14-04-13-14-56-16.pdf>. Acesso em: 28 dez. 2016.

CEIA, Carlos. O poder da leitura literária: (contra as formas de impoder). 2008. Casa da Leitura. Disponível em: <http://www.casadaleitura.org/portalbeta/bo/documentos/ot_leitliter_a.pdf>. Acesso em: 28 dez. 2016.

COLOMER, Teresa. La lectura de ficción enseña a leer. 2001. El Monitor de la Educación (Argentina). Año 2, Núm. 4. Disponível em: <http://servicios.educarm.es/templates/portal/ficheros/websDinamicas/154/leercomprender.pdf>. Acesso em: 28 dez. 2016.

RAMOS, Ana Margarida (Org.). Educação literária: o lugar da literatura no primeiro ciclo do Ensino Básico. In: MADALENA, Maria; SILVA, Marcos Carlos Teixeira da; GONZÁLEZ, Isabel Mociño. Literatura para a infância e a juventude e educação literária. Porto: Deriva, 2013. p. 52-70.

RECHOU, Blanca-ana Roig et al (Org.). Educación literaria, historia literaria e Literatura Infantil e Xuvenil. In: MADALENA, Maria; SILVA, Marcos Carlos Teixeira da; GONZÁLEZ, Isabel Mociño (Org.). Literatura para a infância e a juventude e educação literária. Porto: Deriva, 2013. p. 13-28.

VELOSO, Rui. A Leitura Literária. 2006. Originalmente publicado em: AA.VV., Educação e leitura – Actas do Seminário, Esposende, C.M.Esposende/ Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura, 2006, pp. 23-29.. Disponível em: <http://www.casadaleitura.org/portalbeta/bo/abz_indices/000714_LL.pdf>. Acesso em: 28 dez. 2016.